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Apesar de esforços, panificação em MG projeta queda de 5% para 2020

22Out

Apesar de esforços, panificação em MG projeta queda de 5% para 2020

Todos os esforços que as padarias têm feito para recuperar as vendas perdidas com os reflexos da pandemia da Covid-19 devem resultar em encerrar 2020 com cerca de 5% de queda. A estimativa é do presidente do Sindicato e Associação Mineira da Indústria da Panificação (Amipão), Vinícius Dantas. 

No melhor dos cenários, o setor permanecerá no zero a zero – sem retração, mas também sem crescimento. São vários os motivos que tornam o cenário desafiador. Além do receio que diversas pessoas ainda têm de sair de casa, do fechamento de empresas próximas a padarias, sobretudo as localizadas nas áreas centrais, diminuindo o movimento, há também a alta dos preços e falta de determinadas mercadorias. Alguns estabelecimentos chegaram a registrar, na fase mais crítica da pandemia, recuo de 70% nas vendas. As demissões em todo segmento foram de algo próximo aos 15%. 

Agora, mais intensamente nos dois últimos meses, com um retorno maior ao consumo como uma das razões, a elevação dos valores de alguns produtos aumentou o custo de produção a um patamar em torno de 10% a 12%. “Os aumentos têm sido exorbitantes, como os do óleo de soja e o do óleo de algodão, usado nas frituras. Uma coisa vai puxando a outra. O trigo voltou novamente a subir e, consequentemente, estamos com dificuldades de manter os preços”, relata Dantas que, lembra, ainda, que os preços da carne, muito usada na linha de salgados, também aumentaram. 

No entanto, a maior parte dos estabelecimentos, destaca o presidente da Amipão, ainda não realizou reajustes. A exceção vai para padarias menores, que já praticavam valores muito baixos e precisaram mexer neles. Além dos aumentos dos custos, a alta do dólar, junto à redução da produtividade em algumas indústrias no período em que as medidas de isolamento social foram mais intensas, segundo Dantas, têm sido uns dos maiores responsáveis também pela falta de mercadorias. 

O presidente da Amipão destaca que já há companhias de bebidas com dificuldades de comprar embalagens. A falta de leite em pó, acrescenta, tem trazido dificuldades para algumas empresas de sorvete. “Com o dólar mais alto, muitos estão exportando prioritariamente, pois estão recebendo em dólar”, ressalta. 

Retomada – Diante de todo esse quadro, a estimativa é de que, em média, as padarias tenham recuperado somente 20% do que perderam até agora. Em parte, porque muitas pessoas têm frequentado mais esses locais, uma vez que diversos profissionais retornaram ao trabalho presencial. Além disso, conta Dantas, os estabelecimentos têm se movimentado em várias frentes para recuperarem os números. As ações vão desde a criação de uma gestão mais eficiente até o fomento do delivery. “A panificação, com muito sacrifício, não deixou faltar o pão na mesa do brasileiro e ajudou a manter a sociedade abastecida e alimentada”, destaca o presidente da Amipão.

Fonte: Diário do Comércio

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