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Queda do dólar valorizou a farinha argentina

10Jun

Queda do dólar valorizou a farinha argentina

A queda do dólar acabou valorizando a farinha produzida nos moinhos da Argentina, mas os preços devem continuar os mesmos, sem tendência de aumento. Foi isso que informou a T&F Consultoria Agroeconômica, citando alguns analistas do país vizinho e também do Brasil. 

“O mercado continuou agitado esta semana, moagem praticamente 100%, mas, isto foi devido aos pedidos que nós tínhamos anteriormente. Agora a situação começa a ficar mais delicada, porque o dólar baixou bem, abaixo de R$ 5,00, as farinhas argentinas estão com preços muito competitivos, na faixa de US$ 280/285/ton e, com o dólar baixo, a gente começa a perder bastante concorrência, principalmente junto aos distribuidores e padarias", indicou um moinho do Oeste do Paraná, citado pela T&F. 

Nesse cenário, este mesmo moinho afirmou que, no Brasil, “tem vendedores ligando querendo vender trigo e a gente está sentindo que, por mais que tenha acabado a disponibilidade nacional, os seus preços deram uma esfriada por causa do dólar, porque o importado também começa a chegar um pouco mais barato”. 

“O grande problema do momento são as farinhas argentinas. Isto não vai impactar tanto na indústria, porque é difícil alguém moer trigo importado para fazer farinha industrial, mas na panificação atrapalha bastante. A gente vai agora seguir o dólar e a tendência é a de não aumentar preço, pelo menos para este nicho de mercado que são as padarias”, completa. 

De acordo com a consultoria, percebe-se uma pressão por parte dos compradores por preços menores e alguns moinhos estão cedendo. “Todos sabem, mas sempre vale lembrar que, sim, o dólar caiu de R$ 5,97 para os atuais R$ 4,97, mas tenho a impressão que esquecem de olhar que ainda temos um dólar de R$ 4,97 contra R$ 4,01 que estava no dia 02/01/2020, ou seja, ainda estamos com uma valorização do dólar de praticamente 25% no ano, isso sem contar dos 30% a 40% que tivemos de reajuste no preço do trigo nacional”, conclui o moinho. 

Fonte: Agrolink

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